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 Edgar Allan Poe - Parte I

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Mestre Splinter
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MensagemAssunto: Edgar Allan Poe - Parte I   Seg Nov 17, 2008 5:52 pm

...Há tempos minha adorada Neide vem montando lá no Portfólio X esta bela série de posts sobre o mestre absoluto do horror e do indizível, sir Edgar Allan Poe... e generosa e prestativa como ela só, minha flor compartilha com a gente estes grandes trabalhos também...
...gracias siempre, corazón!


...Poe não apenas revolucionou a Literatura, sendo considerado por muitos como o legítimo autor da narrativa policial e de suspense moderna, como também foi analítico e crítico mordaz, além de poeta soberbo, único e inigüalavel...

...em seus escritos o autor nos faz confrontar as formas de horror mais básicas, primordias... horrores que todavia não são espectros, fantasmas, demônios ou qüaisquer seres fantásticos que povoam a imaginação dos homens desde as mais remotas eras... versos e e prosa que muitas vezes se confundem, não raro trazem intrísecos uma beleza melancólica profunda, sublime ainda que sombria, pois tratam na verdade do mais sombrio e nebuloso mistério entre todos os segredos do Universo: tão somente, a alma humana...

...disfrutem! Ei-lo

Mestre Splinter.




It was many and may a year ago,
In a kingdom by the sea
That a maiden there lived whom you may know.
By the name of ANNABEL LEE;
And this maiden she lived with no other thought
Than to love and be loved by me

I was a child and she was a child,
In this kingdom by the sea;
But we loved with a love that was more than a love-
I and my ANNABEL LEE-
With a love that the winged seraphs of heaven
Coveted her and me.

And this is the reason that, long ago,
In this kingdom by the sea,
A wind blew out of a cloud, chilling
My beautiful ANNABEL LEE;
So that her highborn kinsmen came
And bore her away from me,
To shut her up in a sepulcher
In this kingdom by the sea.

The angels, not half so happy in heaven,
Went envying her and me
Yes!- that was the reason (as all men know,
In this kingdom by the sea)
That the wind came out of the cloud by night,
Chilling and killing my ANNABEL LEE.

But out love it was stronger by far than the love
Of those who were older than we-
Of many far wiser than we
And neither the angels in heaven above,
Nor the demons down under the sea,
Can ever dissever my soul from the soul
Of the beautiful ANNABEL LEE.

For the moon never beams, without bringing me dreams
Of the beautiful ANNABEL LEE:
And the stars never rise, but I feel the bright eyes
Of the beautiful ANNABEL LEE;
And so, all the night tide, I lay down by the side
Of my darling – my darling – my life and my bride,
In her sepulcher there by the sea-
In her tomb by the sounding sea.


Adaptação: Fernando Pessoa

Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.

Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.

Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.

' '
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